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Justiça de SP bloqueia R$ 1 bilhão em bens de construtora ligada a grupo que assumiu saneamento em Bauru

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Justiça de SP bloqueia R$ 1 bilhão em bens de construtora ligada a grupo que assumiu saneamento em Bauru

CLD Construtora é parceira frequente da CBI em grandes contratos públicos no Estado. Decisão judicial atende ação do Ministério Público sobre suspeita de fraude em licitação na capital. Deputada Monica Seixas pediu investigação ao MP sobre vínculos entre as empresas e contratos públicos em Bauru, Rio Preto, Litoral e São Paulo.

A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 1,02 bilhão em bens de empresas e agentes públicos investigados por suspeitas de irregularidades em uma licitação da Smart Sampa, empresa de monitoramento e iluminação na capital paulista. Entre as empresas atingidas está a CLD Construtora, que mantém participação em diferentes contratos públicos ao lado da Companhia Brasileira de Infraestrutura (CBI), grupo que lidera o consórcio responsável pelo saneamento de Bauru.
A decisão judicial, tomada a partir de uma ação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), aumenta a atenção sobre a atuação conjunta das empresas em grandes concessões e parcerias público-privadas no Estado, visto o último episódio em que o Secretário de Negócios Jurídicos de Bauru, cargo de confiança da prefeita Suellen Rosim, foi preso por possível fraude em licitações da PPP do Lixo de Bauru, o mesmo secretário também estava à frente da pasta quando autorizou a entrada do grupo CBI em Bauru no processo da CSB.
Em Bauru, a CBI liderou o Consórcio Saneamento Bauru(CSB), vencedor da concorrência para a concessão dos serviços de esgoto do município por 30 anos. O contrato, assinado em abril de 2026, tem valor estimado em R$ 1,267 bilhão e prevê cerca de R$ 1 bilhão em investimentos ao longo da concessão, o ex-secretário de negócios jurídico Vitor João de Freitas Costa, hoje preso, mediou a aprovação do contrato.
Deputada Monica Seixas leva relações empresariais ao Ministério Público Diante da conexão entre empresas que aparecem em diferentes contratos públicos e do surgimento da investigação envolvendo a CLD, a deputada estadual Monica Seixas (PSOL) protocolou, em 8 de setembro, uma representação com pedido de instauração de inquérito civil junto ao Ministério Público de São Paulo.
O documento pede que o MP investigue possíveis vínculos societários, empresariais e administrativos entre a CLD Construtora, a Companhia Brasileira de Infraestrutura (CBI/CBISA) e outras empresas, consórcios e sociedades de propósito específico relacionadas aos contratos analisados.
A parlamentar ressalva na representação que a existência de relações entre empresas, por si só, não caracteriza irregularidade. O objetivo é permitir que o Ministério Público tenha acesso aos documentos necessários para verificar se existe alguma conexão juridicamente relevante entre os diferentes contratos públicos. Entre os contratos que a deputada pede que sejam analisados está justamente a concessão do saneamento de Bauru, além da concessão do Litoral Paulista, da PPP de Novas Escolas e da PPP Smart Rio Preto.
A representação também solicita ao MP a identificação de controladores, administradores e beneficiários finais das empresas envolvidas, além do levantamento de outras licitações, concessões e PPPs em que CBI, CLD ou empresas relacionadas tenham participado. No caso específico de Bauru, Monica pede a requisição de documentos ao Município, ao DAE, à CSB e à ARES-PCJ para verificar a concessão, o contrato de interdependência, a gestão comercial, os mecanismos de faturamento e as ocorrências de cobranças questionadas durante a transição, as denúncias que chegam são de cobranças dos cidadãos de até R$3 milhões em uma única conta.
“Não estamos afirmando que uma empresa com problemas em um contrato necessariamente cometeu irregularidades em outro. O que estamos fazendo é exigir que os órgãos de controle enxerguem o conjunto das relações e verifiquem os documentos. São contratos públicos bilionários e de décadas, que envolvem serviços essenciais para a população”, afirma Monica Seixas. CLD e CBI aparecem juntas em outros grandes contratos Os registros analisados na representação mostram que CBI e CLD aparecem conjuntamente em outros contratos públicos de grande dimensão.
No Lote Litoral Paulista, CBI e CLD aparecem como controladoras da Concessionária Novo Litoral. A concessão começou em junho de 2024, tem duração de 30 anos e investimentos de referência de aproximadamente R$ 4,4 bilhões. Outro caso citado é o Smart Rio Preto, que envolve iluminação pública, sinalização semafórica e soluções de videomonitoramento. A representação pede que o município forneça ao Ministério Público a íntegra do procedimento, incluindo a composição do consórcio, documentos societários, habilitação, propostas, contrato, garantias e alterações posteriores. A atuação empresarial do grupo também aparece no setor educacional. A Companhia Paulista de Infraestrutura Social (CPIS) é responsável pelo Lote Leste da PPP Novas Escolas, que prevê 16 novas unidades. O programa estadual prevê investimentos globais de R$ 2,1 bilhões em 25 anos. A representação solicita ao MP a verificação da estrutura societária e administrativa da empresa e de eventuais vínculos com os demais grupos analisados.
Uma rede de empresas por trás das concessões Em levantamento feito pela FMC Comunica sobre os quadros societários mostra que a CBI não atua isoladamente. A empresa tem entre seus acionistas Turita Participações, Construtora COVEG, Black Brick, Joita, M2E e STUV Holding, esta última ligada ao empresário Nei Moreira Junior, o mesmo Nei Moreira Júnior é presidente da CSB de Bauru e da Smart Rio Preto, além de ser do quadro de diretores da CBI.
Algumas dessas empresas também aparecem diretamente em contratos públicos. A COVEG, por exemplo, é acionista da CBI e integra o Consórcio Saneamento Bauru, vencedor da concessão do esgoto da cidade ao lado da própria CBI, Trail Infraestrutura e DP Barros.
A rede também se repete em outras concessões. CBI e CLD Construtora aparecem como controladoras da Concessionária Novo Litoral, responsável por uma concessão rodoviária de 30 anos no litoral paulista, com investimentos de referência de cerca de R$ 4,4 bilhões.
No mesmo universo empresarial, aparecem ainda conexões envolvendo Joita e M2E, enquanto a CBI participa de projetos como Novo Litoral, Smart Rio Preto, Pirangi, Cabrália Paulista, Catanduva e Bauru. A representação encaminhada ao Ministério Público pede justamente que sejam identificados os controladores, beneficiários finais, administradores comuns, alterações societárias, financiamentos e eventuais subcontratações que se repitam entre esses contratos. A existência dessas relações societárias não significa, por si só, que tenha havido irregularidade.
O ponto central da investigação é verificar se os mesmos grupos, administradores ou beneficiários econômicos se repetem em diferentes concessões públicas e se essas conexões tiveram alguma consequência sobre as licitações, contratos ou execução dos serviços.
A investigação do Ministério Público O bloqueio bilionário determinado pela Justiça tem origem em ação do Ministério Público de São Paulo relacionada à PPP de iluminação e vigilância pública da capital, o Smart Sampa. Segundo informações públicas sobre o processo, a Promotoria investiga possíveis irregularidades na licitação e afirma que agentes envolvidos teriam adotado medidas que favoreceram o grupo formado por CLD Construtora e FM Rodrigues, em detrimento do Consórcio Walks.
A Justiça determinou a indisponibilidade de R$ 1,02 bilhão em bens dos investigados. A decisão é passível de recurso. (Folha de S.Paulo) A existência dessa investigação não significa que as demais concessões envolvendo as mesmas empresas sejam irregulares. É justamente essa eventual conexão que a representação da deputada Monica Seixas pede que seja investigada documentalmente.
Saneamento de Bauru
A Companhia Saneamento de Bauru (CSB) assumiu oficialmente as operações em agosto de 2026. A empresa é responsável pelo sistema de esgoto, pela retomada da ETE Vargem Limpa, pela drenagem do córrego Rio das Flores e pela gestão comercial relacionada aos serviços concedidos. O contrato tem duração de 30 anos. Para Monica Seixas, a fiscalização deve acompanhar não apenas a licitação, mas também a execução do contrato.
A representação encaminhada ao MP destaca que a Lei Geral de Concessões estabelece o dever permanente de fiscalização do poder concedente e garante acesso aos dados administrativos, contábeis, técnicos e financeiros relacionados à prestação do serviço. “Bauru não pode entregar um serviço essencial por 30 anos e depois descobrir problemas quando for tarde demais. O papel do poder público é fiscalizar desde agora: quem são os grupos econômicos, como eles se relacionam, quais são os contratos e, principalmente, se o serviço prestado à população está cumprindo aquilo que foi contratado”, afirma a deputada.
A representação protocolada por Monica Seixas pede ao Ministério Público que receba o documento como notícia fato e, caso estejam presentes os requisitos, instaure procedimento preparatório ou inquérito civil para apurar os fatos.
A dúvida que se levanta é a ação coordenada entre órgãos municipais e estaduais para que os mesmos grupos ganhem as concessões pelo estado, em todas as cidades e contratos as prefeituras são base do governador Tarcísio e em todos os processos tiveram questionamentos jurídicos e políticos no fechamento dos contratos.
Nós da FMC Comunica temos compromisso com a verdade e com o que é público, toda vez que uma empresa privada tenta gerir serviços públicos ela tira o interesse central daquele serviço e coloca o LUCRO no lugar, governantes que não governam para o povo e sim para os empresários tem financiado essa farra com o dinheiro público, toda a manobra para que na calada da noite esses projetos bilionários fossem aprovados demonstram isso. Seguiremos apurando e colocando TRANSPARÊNCIA onde for necessário.
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